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Fale sobre isso: doação de órgãos e transplante
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Fale sobre isso.

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O que é maior, a dor da perda ou a bondade do ser humano?

Entenda aqui a doação de órgãos e o transplante.

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Num momento profundo de dor, ao descobrirmos que a pessoa mais querida se foi, temos que tomar uma decisão. Porque é a família é quem autoriza a doação dos órgãos e tecidos para transplante. A lei brasileira nº 10.211, publicada em 23 de março de 2001, é clara e exige o consentimento familiar para a retirada dos órgãos e tecidos para transplante. Então,a doação só ocorre quando é autorizada pelo responsável legal.

Para entender como funciona o processo de doação de órgãos, eu entrevistei o Enfermeiro Maicon Freitas, Coordenador da Comissão Intra hospitalar de Doação de Órgãos e tecidos para transplantes do Hospital Cajuru.

Sabendo disso, pense na seguinte situação:

“Nós estávamos vendo televisão, quando de repente, não mais que de repente, ele jogou os braços para cima e jogou a cabeça para trás. Eu pulei do sofá e percebi que ele estava com o olho virado, só se via a parte branca dos olhos. Aí foi que eu vi que tinha acontecido algo com ele. Eu o levei para o Pronto-Socorro. Eu vi ele se agravando na emergência. Eu sabia que estava perdendo ele. Mas eu não aceitava. Eu não podia entrar na emergência. Eu estava em desespero. Eu sabia tudo o que estava acontecendo, mas você vai trabalhando contra. Eu tinha esperança.

Durante os setes dias que ele ficou no hospital, todos os dias eu tinha que estar lá. Era uma agonia, ninguém comia, ninguém dormia, ninguém vivia mais. Para a família foi muito triste, doloroso, crítico e chocante. Psicologicamente há um grande desgaste.

Os médicos falavam que não tinha mais jeito. A gente fez de tudo que podia fazer. É um caso irreversível. Mas eu achava que não. Eu achava que ele estava dormindo e que uma hora ele ia sair do coma. Eu achava que poderia ser um engano, que ele ainda estava vivo. Quando é uma morte repentina, um acidente é diferente de uma pessoa que está no hospital. Porque aqueles aparelhos que estão lá, os remédios que colocam, a pessoa parece estar viva. O coração está batendo. Você toca na pessoa e ela está quente, o sangue está circulando. Só a massa encefálica que morreu, mas o resto ainda está vivo. Quando você autoriza a doação parece que você está matando a pessoa.

E quando você aceita a doação é como se você estivesse assinando o atestado de morte da pessoa. Porque você sabe que vai tirar o coração e ele vai parar de bater. Eu sei que é a medicação que está fazendo o coração bater. Mas a partir do momento que eu assino a doação de órgãos é como se eu estivesse assinando o atestado de óbito” 

Informações retiradas do Artigo Cientifico escrito por Edvaldo Leal de Moraes

 

A manifestação em vida a favor ou contra a doação é de extrema importância.

Falando o que você quer, facilita a tomada de decisão dos familiares, podendo favorecer ou não o consentimento após a morte. No entanto, o desejo da família é o que deve ser respeitado em nosso país. Para você entender como funciona o procedimento técnico, conversei com o Cirurgião Cardíaco Dr. Claudinei Colatusso, responsável pelos transplantes da Santa casa. Ouça aqui a entrevista.

 

Amor e Gratidão: uma história emocionante!

O medo, a tristeza e a dor podem andar junto ao sentimento mais nobre que existem: o amor ao próximo. Ouça o que a Joselma falou, ela passou por um transplante a mais de 15 anos atrás. É emocionante.

 

Dados da Central de Transplante do Paraná

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Conheça mais uma história

Vivica

Vitoria Carolina

“Tenho 66 anos; aos 37, já quase sem esperança de ser mãe, engravidei. No dia 9 de julho de 1987 nasceu Vitoria Carolina, a Vivica. Uma menininha linda, de cachinhos dourados, pele branquinha como a neve, assim como num conto de fadas. Três anos depois eu fiquei viúva, e seguimos, só nós duas, pela vida. Minha filha viveu apenas 18 anos, mas foram anos de imensa felicidade.

No dia 16 de dezembro de 2005 ela saiu de casa para fazer o último exame na Faculdade; logo depois, foi internada com aneurisma cerebral. No dia 17 uma voz me tirou do imenso abismo que se formou dentro de mim: meu sobrinho me perguntava se eu gostaria que minha filha doasse seus órgãos. Um choque percorreu meu corpo porque eu me lembrei que esse era um grande desejo dela, que passou pela vida sorrindo e fazendo o bem. Ironicamente, ela era perfeita. Dela foram retirados coração, rins, fígado, pulmões, veias, córneas, tudo. Sei que ela salvou muitas vidas. Não penso nela vivendo em outras pessoas, ela era muito mais que fígado ou coração. Sei que ela continua viva e perfeita, e penso na alegria de tantas pessoas quando receberam a notícia de que seriam salvos. No dia 18 eu enterrava todos os meus sonhos como mãe, mas desenterrava em mim a alegria de ser um ser humano. Deus abençoe todas essas pessoas que sobreviveram. Deus abençoe minha filhinha.”

Fonte: Associação Brasileira de Transplante de Orgãos

Carol
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